VeĂculo recebido do Governo Federal passou a atender o povo a contar de 19 de agosto; unidade foi destinada ao transporte sanitĂĄrio e outra ambulĂąncia do setor acabou redirecionada ao SAMU
Dias depois de o Portal Auge1 revelar denĂșncias sobre uma ambulĂąncia nova que permanecia guardada em Santa BĂĄrbara dâOeste, o veĂculo finalmente foi colocado Ă disposição dos cidadĂŁos.
Segundo informaçÔes obtidas através da reportagem, a ambulùncia entrou em operação no dia 19 de agosto e foi dirigida ao setor de transporte sanitårio da cidade.
A incorporação do novo veĂculo ainda possibilitou outra mudança importante na estrutura da saĂșde: uma ambulĂąncia que anteriormente trabalhava no transporte sanitĂĄrio foi redirecionada para reforçar o SAMU.
Na prĂĄtica, portanto, a entrada da nova unidade nĂŁo significou exclusivamente mais um veĂculo disponĂvel para o transporte de pacientes: permitiu tambĂ©m reforçar outro serviço essencial de atendimento Ă população.
AUGE1 HAVIA QUESTIONADO: POR QUE A AMBULĂNCIA ESTAVA PARADA?
Antes da entrada em operação, o Portal Auge1 postou reportagem mostrando que moradores questionavam por que uma ambulùncia nova, recebida por intermédio do Governo Federal, permanecia sem utilização aparente.
A denĂșncia ganhava ainda mais relevĂąncia diante do histĂłrico recente de problemas envolvendo o transporte de pacientes em Santa BĂĄrbara dâOeste.
O municĂpio jĂĄ havia confrontado perguntas sobre ambulĂąncias paradas, redução da frota disponĂvel e relatos envolvendo demora no transporte de pacientes.
Diante desse cenårio, a pergunta apresentada através da reportagem era simples:
se existe uma ambulĂąncia nova disponĂvel para a saĂșde, por que ela ainda nĂŁo fica atendendo o povo?
A matĂ©ria tambĂ©m apresentou relatos de moradores que chegaram a levantar a suspeita de eventual motivação polĂtica para a demora.
Na ocasiĂŁo, entretanto, o Auge1 fez questĂŁo de destacar que nĂŁo havia prova de que a permanĂȘncia do veĂculo fora de operação tivesse motivação partidĂĄria ou eleitoral.
DEPOIS DA DENĂNCIA, VEĂCULO ENTROU EM OPERAĂĂO
Agora existe um fato novo.
A ambulĂąncia fica trabalhando.
Desde 19 de agosto, segundo as informaçÔes recebidas atravĂ©s da reportagem, o veĂculo passou a integrar o transporte sanitĂĄrio de Santa BĂĄrbara dâOeste.
E uma unidade que anteriormente atendia esse setor foi transferida para o SAMU.
O resultado Ă© positivo para o povo.
Mas a sequĂȘncia dos acontecimentos tambĂ©m merece registro.
Primeiro vieram as reclamaçÔes.
Depois, a denĂșncia ganhou espaço na imprensa.
Agora, a ambulĂąncia fica nas ruas.
NĂŁo Ă© provĂĄvel afirmar, sem comprovação, que a reportagem do Auge1 tenha sido a responsĂĄvel atravĂ©s da decisĂŁo administrativa de colocar o veĂculo em operação.
Mas a cronologia dos fatos existe â e tambĂ©m faz parte da notĂcia.
QUANDO A IMPRENSA PERGUNTA, O PODER PĂBLICO PRECISA RESPONDER
O episĂłdio demonstra outra vez por que uma imprensa fiscalizadora Ă© fundamental para qualquer cidade.
A função do jornalismo não é exclusivamente reproduzir inauguraçÔes, discursos, agendas oficiais, fotografias de autoridades e releases enviados por assessorias de comunicação.
Imprensa também existe para perguntar.
Para exigir.
Para investigar.
Para receber a denĂșncia daquele cidadĂŁo que muitas vezes nĂŁo encontra outro espaço para ser ouvido.
E, principalmente, para colocar diante do poder pĂșblico perguntas que talvez ninguĂ©m gostaria de responder.
Se a denĂșncia estiver errada, cabe ao poder pĂșblico mostrar isso.
Se existir justificativa administrativa, cabe apresentĂĄ-la.
E, se existir um problema, cabe solucionĂĄ-lo.
IMPRENSA OU EXTENSĂO DA ASSESSORIA POLĂTICA?
O episódio também abre espaço para uma discussão que o Grupo Auge julga necessåria.
Ă preocupante quando veĂculos que deveriam fiscalizar os poderes Executivo e Legislativo passam a depender de forma significativa de recursos pĂșblicos e, simultaneamente, reduzem seu papel crĂtico para simplesmente reproduzir narrativas oficiais.
Receber publicidade institucional, por si sĂł, nĂŁo transforma de forma automĂĄtica um veĂculo em parcial ou irregular. A publicidade pĂșblica tem previsĂŁo legal e pode cumprir legĂtima função de informar a sociedade.
O problema surge quando a relação financeira compromete â ou aparenta comprometer â aquilo que precisaria ser inegociĂĄvel:
a independĂȘncia editorial.
Um veĂculo de comunicação nĂŁo precisaria escolher o que investigar, quem questionar ou qual denĂșncia publicar baseado em quem compra sua publicidade.
Quando isso realiza-se, quem perde Ă© o povo.
POSICIONAMENTO DO GRUPO AUGE
O Grupo Auge preserva, por opção editorial e Ă©tica, sua independĂȘncia em relação a governos e agentes polĂticos.
Essa escolha nĂŁo decorre da ausĂȘncia de oportunidades comerciais.
Ă uma decisĂŁo.
Compreendemos que nossa principal relação precisa ser com quem acompanha nossos veĂculos e confia em nosso trabalho.
Não somos oposição automåtica a governos.
Também não somos situação.
NotĂcia boa sempre serĂĄ publicada.
Problemas serĂŁo indagados.
DenĂșncias serĂŁo apuradas e publicadas.
E quando uma cobrança produzir resposta, mudança ou solução, também ficaremos aqui para exibir.
Porque jornalismo nĂŁo deve existir para agradar prefeito, vereador, deputado, governador, presidente ou partido polĂtico.
Jornalismo existe para informar e fiscalizar em nome da sociedade.
E, neste caso, independentemente da razão que levou à mudança administrativa, o resultado que realmente importa é concreto:
a ambulĂąncia que estava sendo indagada agora fica atendendo o povo de Santa BĂĄrbara dâOeste.
E uma segunda unidade pĂŽde ser direcionada ao SAMU.
Quem ganha com isso Ă© o cidadĂŁo.
#SantaBĂĄrbaraDOeste #AmbulĂąncia #SaĂșde #SUS #SAMU #Fiscalização #ImprensaLivre #Jornalismo #GrupoAuge #Auge1
Fonte: Apuração Portal Auge1 / informaçÔes dirigidas à reportagem
đ APĂS DENĂNCIA DO AUGE1, ambulĂąncia que estava parada Ă© colocada em operação em Santa BĂĄrbara dâOeste .
Com informaçÔes de Auge1

