O Ministério Público do Estado de São Paulo denunciou formalmente Caio Masolho Cocovia e Ariadne Antonia de Souza da Silva por crimes contra a saúde pública relacionados à comercialização, armazenamento e aplicação de remédios e substâncias sem registro sanitário. O caso, investigado através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana, agora tramita como processo judicial.
Ariadne foi colocada em liberdade provisória depois de audiência de custódia, por cumprir as exigências previstos em lei, incluindo o fato de ser mãe de uma criança de cinco anos. Já Caio teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e se mantém apreendido.
De acordo com a denúncia, o casal teria atuado entre 2025 e março de 2026 utilizando imóveis em Americana e Santa Bárbara d’Oeste para armazenar, distribuir e aplicar produtos terapêuticos de origem irregular, incluindo tirzepatida, anabolizantes e remédios para emagrecimento.
O Ministério Público afirma que Caio seria responsável por receber os produtos vindos do exterior e armazená-los em diferentes locais, incluindo a própria casa, a casa dos pais e uma barbearia. Já Ariadne teria feito a captação de clientes, negociação, recebimento via Pix e aplicação das substâncias em um salão de beleza, sem habilitação técnica.
As investigações tiveram começo depois de denúncia anônima sobre a venda de “Mounjaro do Paraguai”, expressão citada no processo para se referir à tirzepatida sem controle sanitário. A DIG agrupou conversas de WhatsApp, destaques e ofertas dos produtos antes de pedir mandados de busca e apreensão.
Durante as buscas, os policiais apreenderam ampolas de anabolizantes, seringas, comprimidos, produtos com tirzepatida e uma seringa de Retatrutide, remédio experimental ainda sem aprovação regulatória. Também foram detectados materiais em um salão de beleza e em uma barbearia que, segundo a Vigilância Sanitária, não possuíam autorização de funcionamento.
No processo, o MP destaca que Caio tem condenação anterior por tráfico de drogas e pede a manutenção da prisão preventiva dele. Já Ariadne responde ao processo em liberdade provisória mediante medidas cautelares determinadas através da Justiça.
Conforme depoimento, os dois negaram a comercialização dos produtos e afirmaram que os materiais confiscados eram destinados ao uso pessoal, alegando prática de fisiculturismo e preparação para competições.
O Ministério Público também pediu perícia nos celulares confiscados para análise de mensagens, áudios e documentos relacionados à investigação.
Em informe enviada ao Portal de Americana, A defesa de Caio e Ariadne afirmou que as substâncias confiscadas estavam relacionadas exclusivamente à preparação do casal para uma competição de fisiculturismo marcada para maio de 2026, sustentando que os produtos eram para uso pessoal dentro de uma rotina de treinos, dieta e suplementação esportiva.
De acordo com o advogado César Granuzzi de Magalhães, grande parte dos materiais já estava aberta, parcialmente usada ou vazia, o que, na avaliação da defesa, seria incompatível com comércio ilegal. A nota também afirma que não existe comprovação de movimentação financeira, compradores reconhecidos ou estrutura coordenada de venda, e que os fatos serão esclarecidos durante do processo.
Deseja ficar por dentro de tudo o que realiza-se em Americana? Siga o perfil do Portal de Americana no Instagram e também no Facebook.
Receba notícias do Portal diretamente no WhatsApp e não perca nenhuma novidade! Basta entrar o link aqui!
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Americana e área por intermédio do WhatsApp do Portal de Americana: (19) 98302-4251 (clique aqui).
Com informações de PortaldeAmericana


