Já se passaram quase 20 dias desde o desaparecimento de Alex Rodrigo do Nascimento, de 43 anos, morador do Residencial Furlan, em Santa Bárbara d’Oeste. O autônomo foi visto através da última vez no dia 21 de fevereiro, depois de sair do Hospital São Leopoldo Mandic, em Araras, onde estava internado para tratamento psiquiátrico.
De acordo com a família, Alex deixou a unidade de saúde sem supervisão e, desde então, não foi mais visto. A esposa, Natália Rostirola, relata que ele enfrenta um quadro de depressão desde novembro do ano passado e vinha passando por acompanhamento com psicólogos e psiquiatras.
A família procurou um hospital particular em Santa Bárbara d’Oeste no dia 18 e, em 19 de fevereiro, Alex foi transferido para a unidade de Araras. Dois dias depois, ele deixou o hospital.
“Eu questionei, mas como que a pessoa pula um muro? Ninguém viu? Para que lado que é esse muro? ‘A gente não sabe’, mas quem que viu ele pulando? Não dava para tentar conter? ‘Não, não deu’. Mas, depois, no domingo, eu voltei lá e, assim, ninguém viu ele pulando um muro”, relatou Rostirola.
Poucas pistas desde então
Desde o desaparecimento, a família afirma que poucas pistas concretas foram achadas. Uma imagem da cantina do hospital mostra Alex ainda dentro da unidade. Já uma câmera de segurança de uma academia, que se encontra na mesma avenida do hospital, registrou o homem caminhando a pé através do local.
Um boletim de ocorrência foi registrado, e a Polícia Civil e a Guarda Municipal têm conhecimento do caso e auxiliam nas buscas. Familiares e amigos se revezam e quase todos os dias vão até Araras em busca de informações. “Desde então a gente está nessa busca por informação, busca por alguma pista, mas é tudo muito vago, a gente não tem informação nenhuma”, falou a esposa.
Pelas redes sociais, a difusão do caso também tem mobilizado familiares e amigos. Um sobrinho postou um vídeo amplamente compartilhado, e um perfil no Instagram, com o nome @cadeoalexrodrigo, foi criado e reúne mais de 640 seguidores.
Família cobra respostas
Com o passar dos dias, a angústia da família aumenta. Pai de um rapaz de seis anos e de uma garota de dois, Alex é descrito através da esposa como um homem ligado à família e que demanda de ajuda por motivo do quadro de saúde.
Natália Rostirola também questiona a conduta do hospital por não ter evitado a saída do paciente. “Ele foi pra lá para conseguir ajustar uma medicação e conseguir tratar dessa depressão e sair desse quadro que ele está e, além de não ter sido prestado o serviço que era para ter sido prestado, eles conseguiram aumentar ainda mais tudo isso”, desabafou.
Hospital diz colaborar com autoridades
Procurado através da reportagem, o Hospital São Leopoldo Mandic informou que reconhece o caso e afirma estar cooperando com as autoridades competentes e promovendo suporte aos familiares.
“As condutas adotadas observaram os parâmetros éticos e técnicos vigentes, permanecendo como prioridade a preservação da vida, a integridade física e a dignidade do paciente. A instituição reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética médica, a segurança assistencial e a proteção integral dos direitos das pessoas com transtorno mental.”
No dia do desaparecimento, Alex Rodrigo do Nascimento usava bermuda clara, camiseta escura e chinelo preto. Ele tem barba cheia e uma tatuagem no antebraço esquerdo. Informações que possam auxiliar poderão ser repassadas à Polícia Militar, através do telefone 190, ou à Guarda Municipal, através do 153.
Família ainda busca morador de Santa Bárbara d’Oeste que desapareceu de hospital em Araras
Com informações de Tododia


