O pastor Julio Ricardo Iglesias é tido foragido da Polícia Federal no âmbito da Operação Fallax, que tem como objetivo desarticular uma planejamento criminosa que tem especialização em crimes contra a Caixa Econômica Federal. Ele é irmão de Juliana Iglesias de Azevedo, esposa de Thiago Branco de Azevedo, conhecido como “Ralado”, destacado como operador do grupo.
Conforme a Polícia Federal, Ricardo morava em Santa Bárbara d’Oeste. Ele é pastor da Igreja Apostólica Rhema, que fica na Rua Floriano Peixoto, na área central da cidade. Em redes sociais da instituição, existe registros de pregações e publicações em que ele aparece ao lado da esposa, que também se apresenta como pastora.
A última publicação da igreja ocorreu na quinta-feira e informava o cancelamento de um acontecimento. “É por uma ótima causa”, diz o comunicado que o Portal teve acesso.
De acordo com as investigações, o pastor é suspeito de administrar empresas de fachada usadas no plano financeiro atribuído ao cunhado.
Na quarta-feira (25), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na área contra uma planejamento criminosa que tem especialização em crimes contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que, segundo os investigadores, superam R$ 500 milhões.
Entre os alvos fica o CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, que também foi alvo de buscas.
Conforme a PF, o grupo atuava na criação e gestão de empresas de fachada para movimentar recursos de forma irregular. A estrutura permitia pagamentos cruzados para simular fluxo financeiro, geração artificial de faturamento e construção de histórico bancário fictício para obtenção de crédito.
As investigações apontam ainda que o plano envolvia captação de pessoas para cessão de dados pessoais, abertura de empresas com aparência regular, produção de documentos contábeis fraudulentos e manipulação de faturamento. Também existe indícios de uso de certificados digitais para operações remotas e participação de gerentes bancários no fornecimento de informações e inserção de dados falsos.
De acordo com a Polícia Federal, as empresas eram usadas por momentos entre um e um ano e meio, com pagamento inicial das obrigações e posterior inadimplência, dificultando a recuperação dos valores pelas instituições financeiras.
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Com informações de PortaldeAmericana


