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Saiba o que pode ser visto na exibição gratuita de 70 anos da Romi-Isetta

15 de Agosto, 2026
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Saiba o que pode ser visto na exposição gratuita de 70 anos da Romi-Isetta
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A exibição em celebração aos 70 anos da Romi-Isetta iniciou na próxima sexta (14) e continua aberta ao público até 30 de agosto, no Tivoli Shopping, em Santa Bárbara d’Oeste. A mostra reúne arquivos históricos, fotografias, uma linha do tempo e uma Romi-Isetta fabricada em 1958, que é um dos destaques da exibição.

A exibição apresenta os principais momentos da história da Romi-Isetta, desde o começo da fabricação, em 1956, até o final da produção, em 1961. O público poderá também conhecer de perto um modelo fabricado em 1958, além de documentos históricos e materiais publicitários usados na época para divulgar o veículo. A mostra também apresenta informações sobre os motores usados através da Romi-Isetta.

Motores e documentos históricos
O modelo iniciou a ser produzido com motor da Iso e, subsequentemente, passou a usar motor BMW. A exibição reúne peças do acervo do Cedoc (Centro de Documentação Histórica). Segundo Sandra Barbosa, coordenadora de documentação do Cedoc, a equipe escolheu momentos importantes da história da Romi-Isetta para compor a mostra. “O Cedoc sempre está nas comemorações da Romi-Isetta, nos 50, nos 60 e, agora, nos 70 anos, porque é importante para a memória da cidade saber que ele foi feito aqui. Já não temos tantas pessoas que se lembram de quando ele foi produzido, além de ser um marco na história da indústria automobilística. Os documentos que ficam lá no Cedoc são cuidados por uma equipe de documentalistas. A gente faz todo o trabalho de digitalização, higienização e guarda. Quando o acervo vem para cá, temos todo um cuidado no transporte desse material, porque todos são originais. O público vai ver os documentos originais, não são réplicas.”

O começo da produção no Brasil
A Romi-Isetta foi o primeiro automóvel produzido em série no Brasil, com lançamento oficial em 5 de setembro de 1956. A história iniciou com o fundador das Indústrias Romi, Américo Emílio Romi, nascido no Brasil, que foi para a Itália ainda jovem, onde realizou estudos e lutou na guerra. Ferido, Américo foi dirigido a um hospital, onde conheceu Olímpia Gelli Romi, que subsequentemente se tornaria sua esposa.

Olímpia Gelli Romi já tinha um filho, Carlos Chiti, quando se casou com Américo. A família decidiu tornar ao Brasil e, em 1930, fundou a Indústria Romi, fabricante de tornos e implementos agrícolas em Santa Bárbara d’Oeste.

Pioneirismo da Indústria Romi
Com atuação marcada através do pioneirismo, a Romi já havia sido responsável através da produção do primeiro trator brasileiro, o Toro, em 1949. No começo de 1955, mais de um ano antes da adoção de medidas do governo federal para incentivar o desenvolvimento da indústria automobilística brasileira, Américo Emílio Romi e seu enteado, Carlos Chiti, se interessaram por um veículo urbano chamado Iso Isetta, fabricado na Itália.

Eles importaram duas unidades para estudar a possibilidade de produção no Brasil. Depois de testes e avaliações que indicaram a viabilidade do projeto, seguiram para uma reunião na sede da empresa na Europa.

Romi assume produção do veículo
A ideia inicial era produzir o veículo no Brasil em cooperação com a fabricante italiana, mas a Iso não tinha recursos para investir no projeto devido ao cenário da Itália no momento pós-Segunda Guerra Mundial. A Romi decidiu, então, assumir o empreendimento sozinha, obtendo a licença de fabricação e pagando 3% de royalties sobre cada unidade vendida.

De acordo com o atual Diretor Presidente das Indústrias Romi, Luiz Cassiano Rosolen, o começo da indústria impacta no desenvolvimento até a atualidade. “Acho que o que a gente mais tem é atitude e inovação. Enraizamos dentro da cultura da Romi essa capacidade e essa coragem de inovar. A Romi-Isetta surgiu há 70 anos pela coragem de Américo Emílio Romi e Carlos Chiti em trazer o primeiro carro nacional, um veículo que chegou a ter 70% das peças fabricadas no Brasil. E sem qualquer incentivo, simplesmente pela coragem e pela vontade. Acho que é isso que molda a cultura da Romi hoje: uma cultura de inovação, coragem e atitude para ajudar a indústria brasileira.”

Primeiro modelo deixa a linha de montagem
A Romi contratou vários fornecedores do país, dentre eles a paulistana Tecnogeral, responsável através da produção de partes metálicas do veículo, como o chassi e a carroceria. No mês de junho de 1956, a primeira unidade da Romi-Isetta deixou a linha de montagem de Santa Bárbara d’Oeste, em um novo galpão construído inclusive para a produção do modelo. O veículo alcançou um índice de nacionalização de 72% em peso.

A inauguração oficial ocorreu três meses depois, depois de a formação de estoque e a estruturação da rede de vendas e assistência técnica.

Saiba o que pode ser visto na exibição gratuita de 70 anos da Romi-Isetta

Com informações de Tododia

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