Um avião da TAP Air Portugal foi impedido de decolar no Aeroporto Internacional Tom Jobim-Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), por não permitir o embarque de um cachorro de serviço. O voo tinha como destino a capital Lisboa, em Portugal, e partiria na tarde de sábado (24/5).
Um mandado judicial da 5ª Vara Cível da Comarca de Niterói (RJ) indicava que o cão de serviço Teddy precisaria entrar na aeronave junto com a passageira Hayanne Porto. A irmã da mulher tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e precisa do auxílio frequente do animal.
Segundo Hayanne, como a TAP não procedeu conforme a decisão judicial, a família chamou a Polícia Federal (PF). Os agentes, então, teriam atuado para que a aeronave não saísse do território brasileiro sem o embarque correto e ideal de Teddy. Por volta das 23h, a família seguia no aeroporto sem nenhuma previsão de novidades.
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Conforme a consta no processo judicial que fica na Justiça do Rio de Janeiro, uma situação similar ocorreu anteriormente. Em 8 de abril, mesmo cumprido todas as exigências legais, a criança com TEA foi impedida de embarcar com o animal. A situação gerou prejuízos emocionais significativos. Por isso, uma liminar foi concedida em favor da família.
“Preciso que a TAP cumpra a liminar”, expressou a advogada Fernanda Lontra, que representa a família. A defesa ainda reforçou que a medida demanda certa urgência já que o Certificado Veterinário Internacional (CVI) do cão vence amanhã. O documento demora por volta de 10 dias para ficar pronto e assegura que o animal possa ir para outro país sem problemas.
Para o Metrópoles, a assessoria de imprensa do Aeroporto Internacional Tom Jobim confirmou que o voo, previsto para decolar às 15h40, foi cancelado. A reportagem tenta contato com a companhia aérea TAP, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço continua aberto e será atualizado com eventuais manifestações.
Com informações Metropoles


